FEPA ou um amigo

conheci o Felipe (artístico Fepa) na filosofia, usp. filho do joão ricardo, dos secos & molhados. de sua alma. conversamos bastante à época.
quando o joão lançou novo cd (teatro?), o felipe me pediu alguma força. convidei a simone, irmã da Cris, e apareceu uma montanha de japonas.
foi quando eu cometi aquela nova vergonha e o felipe não mais falou comigo.
passados 10 anos, encontro-o em oxigênio, do viripaev. ele me encontra. eu o havia visto, e visto, meu o cara tá zarado, forte, parece gun's n'roses. algo lembrava o axl. passou.
o Fepa lança seu cd de estreia, pátio do hospício, e me pede que o ouça e lhe diga o que acho. fico constrangido, mas faço.
é rock. singelo, simples, direto, sujo. do jeito que eu gosto.
se bem que eu quero mais, bem mais.
mas ouçam. vale a pena.

preciso

dias afastado. muito acontecendo. em mim.
mal bronzeado, após fim de semana na barra da tijuca, com a cris. voltei de busão.
leituras sem parar, teatro a maioria. mas habermas também.
retiro os badulaques no blog de resenhas e já aparecem visitas. direção certa.
busco me enfronhar no jornalismo de precisão. os meios dos states são bárbaros. a gente até se perde. algo similar havia no capro, do contas abertas. mas por não conseguirem manter fecharam. mando email, mas claro nada. reclamo à abraji e também nada. ninguém se importa.
tá certo, demorei. recursos gastos em vão, por eles. decepção de ambas as partes.
retomar as leituras dos livros, especialmente o do sesc. e também as peças que se avolumam.
mas o tempo passa e sinto mais e mais a distância.
não posso subjugar minha vida à minha mente. preciso sair disto que me oprime.
mas como, como?

a vida pede passagem

tanto em tão pouco tempo.
taubaté. visito a aviação do exército. conheço condenado a trabalhar com nossos materiais. um sujeito duca. conversamos mais. ficamos amigos. manda material. três páginas.
passo na cidade, fico zanzando pela rodoviária. lendo sobre habermas, meio que dormindo. tentar, eu tento, mas preciso de mais. reflito em meu perfil e percebo que peco ainda em superficialidades.
volto pela dutra. acidente na estrada, três carros afundados uns contra os outros. sem vítimas. mas 30 minutos andando a zero por hora. enquanto penso na cris e em mim. o tempo passa num instante.
chego cansado e mal dá para dormir.
e o pessoal da net que me enrola. raiva, verdadeira. mas não tenho tempo.
não adianta. não adianta tentar atrair paixão a quem só vê cifras. desisto.
amigos me ajudam, dando conselhos. e toco a vida para a frente.
projetos se avolumam, enquanto combino viagem ao rio. belford roxo, com figurões.
mas consigo mais um dia por lá. para ver a cris, lá na barra da tijuca. um dia, apenas, mas já é algo. dará tempo para a praia, para alguns shoppings, para algo legal? sei lá.
a passagem de volta fica para ser combinada na própria sexta. mas preciso me precaver. talvez tenha que bancar eu mesmo. quem sabe.
converso, enquanto espero persona, do pessoal do eta, com uma senhora, avó de um dos atores. e percebo o quão importante é dar aquela força.
gosto de ficar na platéia, mesmo vendo atuações previsíveis ou algumas que pouco acrescentam. todos em aprendizado, todos inclusive eu.
de que adianta a gente se achar especial? somos especiais, mas só isso. nada demais.
todos somos especiais.
a vida pede passagem.

idas e vindas

velho.
é como a gente se sente quando sente que não dá mais.
mas é mentira.
começo a desbravar terrenos. dentro de mim.
não há mapas. tudo é novo. entendo por que me comporto assim ou assado. mas não é reflexão. é dado. algo em que não reparava. mas que fazia toda a diferença.
o novo.
quando há curiosidade mundos novos se abrem.
eu entendo quando se aproximam confiando em meu taco.
quando mal sabem quanta insegurança sinto. dentro de mim.
duas mulheres.
uma, mãe. outra, inexistente.
minha vida girando ao redor da primeira. a segunda gerando em mim falsa segurança.
não há vida quando o que existe é apenas controle.
amanhã irei a taubaté.
150 quilômetros e pouco.
levarei uma penca de revistas. determinadas. buscando uma conclusão. em mim.
e levo também algumas indicações.
após a entrevista, a vida.
o que ver, pequena cidade, igrejinha, museu, vistas. mas tudo novo.
há quem passe dias aqui, outros acolá, em continentes separados, em novas civilizações.
mas para sentir que tudo é o mesmo é um passo.
viver é arriscar.
uma reunião.
a oportunidade de revidar. para quê. o que existe em mim ninguém tira.
agora a bicicleta está aqui ao meu lado.
e busco a chave do cadeado.
à minha frente, as gatas brincam.
para elas tudo é novo.
por que para nós não seria?
acordo às 5h.

a vida

a cris vai ao rj, macaé, e fico remoendo saudades.
mas preciso viver.
17 voltas na pracinha; emails que não podem ser adiados; solicitações; entrevistas; leituras.
a vida, tão curta para tanto a ver e curtir.
enquanto isto, a cris espera no galeão até embarcar rumo a macaé (3 horas).
e eu me apronto para sair. não quero lutar com o inevitável. prefiro certeza.
ontem, enquanto lia, ou viajava na internet, reparei no peso de minha trajetória. isso deixa tudo diferente. novos pesos, novas medidas.
preciso avançar. simplesmente não posso mais esperar. me dedicar sem certeza alguma quanto a qualquer, qualquer mísero, retorno.
a vida é assim.

sensibilidade amarrotada

não é de hoje que acompanho os posts da denise chrispim marin, colega de jornalismo na eca, e hoje correspondente do Estado nos states.
ela costuma se incomodar, se sensibilizar, se irritar, se congratular, com assuntos que, para quem tem a sensibilidade amarrotada, como a minha, mal chegam a "tocar".
ontem foi um aparelho para detectar orgasmo feminino fingido.
hoje casais de garotos de 14 anos, mais ou menos. muitos, no brasil, apesar de ilegal.
reparo que minha sensibilidade ficou lá atrás, e que não acompanhou os meus passos.
quando escrevo teatro é como se lhe dissesse, venha, não tenha medo.
mas tenho medo, sim.
agora há pouco, o lúcio, que me entende e sabe tirar sarro também, postou o último discurso do allende. em 1973, na hora do golpe. e postou também trecho do discurso.
ouço e me comovo.
com o quê, não sei.
não, meus caros, o meu 11 de setembro É OUTRO, OUVIRAM, OUTRO!!!!

teve um negócio

antes de sairmos.
teve um negócio em larry crowne que me magoou.
a julia roberts qualificou de loser o ex, que blogueava - dentre outras coisas menos simpáticas.
odeio isso.
o blog é apenas uma forma de nos compartilharmos.
não é mais que isso.
um escape da subjetividade.
por que os americanos insistem em ver tudo do ponto de vista winner-loser? todos somos winners pois vivemos, losers porque ao final perderemos.
tudo certo?

leituras e ser gente

"a constituição intersubjetiva do espírito que se guia por normas. 1. espaço público e esfera pública política. raízes biográficas de dois motivos de pensamento." tudo em entre naturalismo e religião, estudos filosóficos.
habermas.
sim, por um lado é fascinante. por outro, que chato. tudo é raciocínio, nele. mas nós NÃO SOMOS todos raciocínio. somos paixões, também, e principalmente.
sexo, sexo e mais sexo. paixões.
madrugada, pego mais antonio callado. pensando em falabella. estranho? nada. ontem mesmo falei ao jefferson, do spoleto, como se dá meu teatro. e prometi: quando em cartaz em circuito comercial, ele terá o seu lugar.
voltando ao callado: o colar de coral. não entendo muito bem a relevância desta. mas entendo que nem tudo tem que ser como tem acontecido comigo: ontem, a cris me disse, ao assistir a um trailer chinfrim: parece as tuas peças.
acho engraçado.
mas ela tem razão.
é preciso parar de se achar diferente. podem não compreender. mas têm de gostar. agradar. sair se sentindo leve. isso não é se render ao espetáculo. isso é ser gente.

tantos mundos

bastam uns minutos lendo filosofia para retomar a paixão.
via habermas, alguns dos últimos textos.
e via leitores dele mesmo, via teses defendidas há poucos anos.
leio-o antes de dormir e continuo lendo-o enquanto durmo.
por isso páro, saio da cama e leio mais um pouco.
a razão é algo de soberbo, realmente. capta toda nossa atenção. e deixa meu teatro - digo, o teatro que leio - no chinelo, ao menos por uns instantes.
difícil imaginar o que pode restar dessa interdisciplinariedade que me afasta os membros, querendo me destruir e deixar os restos aos porcos.
mas devo aquelas perguntas às atrizes. e agora me deixo levar também por atores. refiro-me a alguns de larry crowne.
tantos mundos.

atos prosaicos

os atos mais prosaicos assumem outra relevância a depender da postura que temos diante da vida.
eles podem ser definitivos ou não, radicais ou não, desconfortáveis - ou não.
uma mera compra de roupa pode assumir nova roupagem.
até mesmo um cafezinho tem o poder de assumir nova cara.
um mundo novo se avizinha quando começamos a nos experimentar - nesses atos mais prosaicos.
não depende isso das condições materiais. depende da nossa vontade. ou de como encaramos os desafios de nosso inconsciente.

andando

o que somos?
não sei.
reajo de formas diversas, para baixo e para cima, e não consigo manter o prumo.
só as ameaças me fazem manter a compostura.
seria o remédio? seria minha doença? pois sou doente. ou estou.
olhando para a frente, nada aparece. mas lembro-me do que imaginei ontem no parque das bicicletas.
bonito. lindo, mesmo.
mais do que o vídeo-animação que o lúcio postou no fb.
avançar, carregando as malas. as toneladas delas.
e lamentar o que não dá mais para lamentar.

algumas linhas, 11,8 km e "não consigo"

são 21h41 e a cris está na cama, dormindo.
todo um mundo novo nos espera.
aprendi isso da mercedes, com que falei há uma hora.
a cris colocou umas mensagens no fb e eu comentei. tudo nada mais que verdade, da pura. como sempre. mas sei que o mundo dá voltas.
não consigo parar de pensar no inconsciente.
gostaria de ter paciência de anotar os meus sonhos, mas não me disciplino.
enquanto isso, acordo de sopetão e meto-me a correr. melhor, a andar.
hoje foram mais de 10 km (exatamente, não sei, digamos, 1,6 + 4,2 + 3 + bicicleta uns 3 = 11,8km). muito mais do que imaginaria. muitos com a cris ao meu lado. ela, lutando contra a balança. eu, buscando uma forma física para o trabalho no palco. quando ele apareça...
não consigo ficar aqui, separado dela.
vou lá, dormir.
como as gatas.

passado

não adianta.
a gente não consegue se esconder da gente mesmo.
o tempo passa, e tudo aquilo que escondemos para não enfrentar nos aborda no final. tudo exige uma resposta.
a vida é para a frente, mas infelizmente precisamos superar e não simplesmente esquecer o passado. pois mesmo esquecido este volta. com tudo.
tenho passado os anos tentando desesperadamente superar o passado, esquecendo-o simplesmente, e não vivenciando-o como algo meu que preciso deixar para trás.
por causa disso todos os meus passos ficaram contaminados. e tudo o que eu poderia ter transformado em algo novo sempre teve sabor de passado - e quem me acompanha perceberia cedo ou tarde.
a terapia é para isso.
mas não consigo me restringir a ela para me salvar.
o dia hoje tá lindo.
vejamos se consigo vivê-lo como se deve.
como há pouco, dando 16 voltas na pracinha, tentando viver.
sem que ele, o passado, me dê uma nova rasteira.
...
verifico que muitos dos que visitam este blog caem nele simplesmente por buscarem gente pulando do wtc. triste para eles. e para mim.

pequenos sacrifícios, corpo, amigos?, absurdo e mundo interior

toda vida é repleta de pequenos sacrifícios.
eu me iludia achando que poderia assumir algum papel no palco com o corpo do jeito que está.
simplesmente eu tinha de me esforçar.
hoje foi o primeiro dia. nem suei.
o meu corpo aguenta muito, mas muito mais.
e o tanto que é devido, ainda, no domínio dos movimentos.
precisarei pedir o livro emprestado à lu.
ou comprar. ou pedir.
...
gente me manda solicitações de amizade pelo fb.
ex-chefes.
nem sabem o que ficou.
nem sabem o quanto chorei.
não me animo a clicar que sim.
fico pensando e eles ficarão pendurados.
por outro lado, chegam conhecidos.
e gente que de alguma forma me acompanhou.
esses, sim.
por outro lado, converso com amigo que saiu do trabalho.
e não há nada o que dizer.
seria amizade?
a cris me diz que poderia visitá-lo.
e falar o quê?
...
dizem que há o gênero do absurdo no teatro.
aquelas peças do tipo ionesco.
ou beckett.
mais absurdo é captá-lo em personagens de alguma forma reais.
é mais palpável, assim.
absurdo por absurdo não anima muito.
a não ser que seja absurdo mesmo.
mesmo.
...
passo os meus dias dedicado ao que está fora de mim.
e não cultivo o que há dentro.
não dá para voltar atrás.
é preciso voltar-se para dentro.
enquanto há tempo.
enquanto há vida.

jung e freud

tem sido comum, nas últimas semanas ou meses, ler sobre a contenda freud-jung.
há pouco eu não tinha nada a falar a respeito.
hoje, tendo lido um pouco, posso me posicionar. ou começar a fazê-lo.
não acho que jung tenha ido em direção à religião. ou religiosidade.
a questão está no poder dos mitos. eu me dirigi a isso por meio de caminhos bem mais simplórios.
um dos livros que fundamentaram meu novo interesse estava ao meu lado, na cama - eu o tirei porque estavam atrapalhando.
e não opto pela via racional, necessariamente. a via de freud.
este buscava um domínio controlado da psique.
acho que isso não existe.
um dia entendo sobre lacan.

basta um passo

quando nosso mundo teima em virar de pernas para o ar, a gente precisa pensar.
reparar naquilo que acontece quando deslocamos nossa atenção das pessoas que mais nos importam para mundos desconhecidos.
reparar que isso que chamamos de personalidade muitas vezes não combina com o que deixamos deslizar por entre nossos dedos.
pensar, pensar e pensar.
não adianta.
é preciso encarar a vida de frente.
lutar por nossos sonhos e tocar a vida com o que temos.
entender que para termos mais tempo precisamos gastá-lo melhor.
e que não adianta acharmos que sempre haverá um tempo para alguma coisa se não aproveitamos os nacos que nos são dados.
porque às vezes falamos com uma pessoa ao telefone pela última vez.
por isso temos de entender o que são as pessoas, essas pessoas, para nós, realmente.
o cadu me ajudou muito, sábado pela manhã.
comentei isso com a cris e ela parece haver entendido.
hoje pondero melhor o gasto de meu tempo.
e entendo que para um mundo melhor basta um passo.
beijos

e se...

engraçado.
hoje visitei uma empresa.
faz varas de pesca. e outras coisas (bem mais legais).
fui perguntando e anotando. os caras, muito simpáticos e solícitos.
conversa vai, fotos aqui e acolá das varas, os sujeitos começam a falar sem parar.
claro, sobre a empresa. mas, mais importante, sobre tecnologia. que isso, que aquilo, difícil de anotar. foram meio que tomados pela oportunidade.
não que eles se beneficiem tanto com a visibilidade que terão na revista: afinal, eles exportam tudo. têm também outros negócios aqui, mas não serão o foco da matéria.
a conversa avança ao ponto de cada um falar seus offs aqui e acolá.
sujeitos legais, aqueles.
convidam-me para almoçar. digo que já almocei. insistem. insisto. insistem ainda. digo para não se irritarem, que eu simplesmente JÁ ALMOCEI.
volto para casa ensimesmado.
e de repente surge-me um vislumbre de muita energia.
e se...
pois é.

paixões

bom, vocês sabem que eu adoro teatro e que tento desesperadamente fazer parte dele e ele, de mim.
mas não vivo dele. sou jornalista.
minha área é de materiais.
sobre isso gostaria de escrever algumas linhas.
é estranha minha situação.
sou apaixonado por teatro.
mas também por materiais.
a primeira paixão, é fácil divulgar.
a segunda, virtualmente impossível.
um dia conto como se deu minha entrada no ramo de materiais.
mas posso lhes dizer que a paixão vai a tal ponto que virtualmente não consigo parar de falar neles.
vejam as aulas de inglês, particulares.
eu praticamente não deixo a teacher falar.
um dia, falei sobre espuma viscoelástica.
outro, sobre epóxi.
a teacher se entregou: comprou um travesseiro dessa espuma.
mas, e se eu me metesse a publicar e publicar mais e mais, no facebook por exemplo, sobre materiais? seria um fiasco. "o que esse cara tá fazendo? mas que sem graça", seria uma resposta.
vocês vêem: tenho sempre que me manter discreto.
seja com minhas paixões musicais. seja com o teatro. seja com os materiais.
um dia, falando com um empresário, disse a ele que se eu não trabalhasse com o que trabalho não saberia o que fazer.
ele me disse: ah, rodrigo, deixa disso, você sabe muito bem que se hoje você é apaixonado sobre poliuretano, você pode se apaixonar por qualquer coisa. fez sentido. achei bonito.
e é verdade

ler

encontro o lúcio no fb e dialogamos algo. quando pergunto a ele uma coisa particular. e ele cai.
bom, digo que eu não entendo muito do que me aconteceu no passado.
e por isso pergunto a quem parece haver passado por algo semelhante.
longe de me intrometer. não é minha parada.
o lúcio comenta o quanto eu leio.
cara, se eu não lesse tava pirado.
no criado mudo do meu lado da cama deve haver uns 20 livros, em cima uns dos outros.
mas leio outros. rs.
todo dia carrego uma pasta pesada cheia deles.
e mais uma sacola com uns cinco.
e não consigo lê-los. carrego-os para quê? não sei.
sei que há um personagem assim em uma de minhas peças.
por isso criei o blog de resenhas. se há algo que sou é leitor.
páro agora que preciso voltar a... ler.

para lá e para cá

agora há pouco, num restaurantezinho, uma mulher me disse para fazer um trabalho para ela. de faculdade.
eu, hein.
falo-lhe um pouco, sem muita convicção.
será que eu tenho cara de otário?
um questionamento.
mando email à lilian, falando de minha idéia, ela diz que não recebeu. estranho, os emails são esses mesmos.
mando mensagem ao ruy, pedindo apoio. quem sabe. gosto do trabalho dele, disso sei. de sua convicção.
mando também email ao arquivo mário peixoto. vai que me autorizam. daí finalmente algo relevante a fazer, sem precisar me resguardar em meu próprio valor. vale a gente reconhecer o valor, seja onde estiver.
em imagens, o sandro me ajuda sem querer nada. e as coisas vão andando, lentas. e falta-me tempo, como falta-me tempo. mas passo-lhe novas indicações. ele me disse que o meu falar técnico deixou-o confuso. não reparei.
amanhã, à mooca, num fabricante de varas de pescar. acompanhar o processo. curioso. quem sabe o paulo, meu sogro, gostasse de ir comigo. mas não podemos misturar.
não vai mais filmar, o ettore scola.
lembro-me de feios, sujos e malvados. grande influência. capto-o mais do que ao pasolini.
pelo menos ele reconhece: o mundo é de outros, agora. por que tão poucos optam por sair de cena, hein? que mania essa de não largar o osso.
e aqui, terry gilliam e antonioni, que não me disponho a ver. mas o tempo passa.
noto quanto tempo isto me toma. mas disse ontem ao cadu: sem isso, quem sabe eu não aguentasse. se bem que, digamos, talvez não. lembro-me de como eu achava insustentável minha situação, almoçando sem conversar com ninguém, anos a fio. havia me acostumado ao zé? quem sabe. hoje não sinto falta. essa minha incapacidade de me afetar às vezes me dá medo.
a cris, lá embaixo, fazendo exercícios. e eu, aqui, prestes a continuar as leituras.
reparo na trajetória da denise. dois filhos, washington, carreira sólida. e eu? não soube me olhar, muito menos me preservar. gastei cartuchos que hoje não recupero.
mas precisamos olhar à frente.
que atrás vem gente.

ODEIO ISSO, nada muda, nada sobre terapia, uma idéia que não conto, e um texto - mas não digo qual é

ODEIO quando alguém comenta algo como aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa,
eeeeeeeeeeeeeeeeeeee, iiiiiiiiiiiiiiii, ou sei lá. vá encher na
puta que te pariu.
...
fecharam o carrefour da giovanni gronchi.
quem se fudeu foi o cara que havia comprado a franquia da casa do pão de queijo.
mas tudo vai virar atacadão.
vai dar na mesma.
...
não vou contar como foi a terapia.
mas o cadu já não me mete medo perguntando se eu não tenho medo de enlouquecer.
começo a achar que ando de braçadas, enquanto...
...
me deu uma puta idéia para dar uma alavancada no meu blog sobre teatro (comentariossobreteatro.blogspot.com).
mas não conto.
um dia copiam, mas até lá...
...
nunca tive vontade de encenar texto de outro alguém.
até hoje às 19h.
a pecinha do (cara) foi escrita em 1931!!!! caralho!!!!
vou procurar a fundação, terei de pagar direitos, avisar o raffa, achar mais alguém.
comichão de diretor.
mais, é menos.

um cd erudito, quadros, esculturas, apresentado e bob wilson

foi preciso voltar àquela loja. a cris pegou dois pés
esquerdos. trocados, mando-me à seção de música. procuro que nem um doido
algum cd erudito ou de jazz com aquele tipo de promoção. e acho, mas ouço e a música, daquelas antigonas, de filme, não
me agrada. será que demorarei tanto assim me acostumar a
óperas? não levo. mas encontro um cd barato de autor que não conhecia.
não AQUILO, mas algo que ativa minha imaginação. vamos embora, eu querendo ir à exposição da claudete. voltamos e entramos. encontro e vejo as peças. digo, os quadros. as esculturas (eis minha sombra).
desculpem-me, não vejo muita coisa. é como sempre. algo no visual me atrai e me afasta.
mas ela me apresenta ao saliba.
e conversamos, ele muito simpático e perspicaz. trabalha(va) com pessoas que sofreram derrame. algo me lembra o bob wilson. e eis que ele me diz que viu a vida e morte de dave clark na íntegra!!!! não acredito.
é claro que precisaremos conversar novamente.
e precisarei de dicas sobre o que ele fez/faz.
passaremos é claro no seu virgulino.
clau, já te respondo... bj

bloqueios

leio sobre o irene em artigo do gerald.
compreendo e lamento, mas não consigo me colocar no lugar.
mesma coisa com o vulcão no chile (lembram dos aeroportos?).
mesma coisa com o vulcão na europa.
já com o tsunami no japão foi diferente.
e com o tsunami no sudeste asiático (não me lembro do país), também.
e com o katrina, então. muito diferente.
lembro-me de minha mãe nos contar sobre o terremoto que enfrentou quando jovem.
os prédios balançavam e eles junto.
e rumo ao sul os carros caíam nos buracos nas estradas. e famílias junto.
tudo muito surreal. mas não muito real, ao menos para mim.
enquanto isso, aquele bondinho no rio tomba e mata. primeiro a saber pelo fb. maus.
a gente bloqueia certas coisas, ao que parece. há algo que nos afeta, muito que não.
não, não tenho nada contra ny, muito menos nossos colegas humanos por lá. mas, sei lá por quê, permaneço aqui alheio. sorte, de qualquer forma.

música

sem a música, eu já teria me matado.
à época dos arranca-rabos na família, era nas fitinhas de heavy que eu me refugiava.
e numa fita em especial do leonard cohen.
isso sem contar, antes, as vezes sem conta que eu ouvia o iron à toda no banheiro, tudo retumbando mal saindo música.
e o samba, a bossa nova, o blues (stevie ray vaughan), o heavy-clássico, tudo o mais. ficou no apê de minha mãe, tudo.
aqui, inúmeras influências. jazz, free jazz, erudito, latinoamericano andino, rock pesado, algo de heavy melódico, judas (que está por encerrar as portas).
todo e qualquer um tem sua trajetória marcada pela música.
e as vezes que eu ouvia, chorando? vezes sem conta.
li em algum lugar: quem não gosta de música não é ser humano.
li em outro lugar: escutar bach é estar mais próximo de deus (acho que cioran).
em teatro, a música cumpre uma função estratégica. função essa que já experimentei e que não me canso de compartilhar. mas, e a necessidade de compor a trilha especialmente para a peça? teria eu de saber compor? praticamente: sim. como fazê-lo?
uma equação que preciso resolver.
até para efetuar a estratégia do distanciamento, aproximando.

philip glass e motörhead

lembro-me de koyanotkatsi (ah, foda-se como isso se escreve), da trilha. philip glass.
não foi a primeira nem a última vez que entrei em seu mundo.
recentemente, no rio, estava lá satyagraha, me esperando. mas tão, tão caro. viva a amazon.
agora, leio sobre ele no estado.
rememoro sua entrevista no blog do gerald, sobre este. há algo de leve nele, mesmo.
mas, pasmo, assisto a uma das peças-joelho (ou cenas-joelho, sei lá), dele em einstein on the beach, com o bob wilson, e cai-me o queixo. que chato. chato demais. então, era isso?
ERA ISSO?
minha raiva é viver num país em que não consigo achar coisas recentes, boas, com um preço razoável. digo, música erudita, jazz, blues, sei lá. não consigo. é uma bosta, mesmo. como posso eu crescer como dramaturgo com essas merdas de condições?
foda-se.
por isso recaio no rock. o preço já é meio salgado, mas até dá. e me anima. e me tira dessa latência em que caio, revoltado. mas não é ele que eu quero, realmente. ouço victor jara, em cd muito bom comprado no chile, e surge algo de novo no ar.
claro que preciso ouvir um barulho, também.
out to lunch, motörhead.
a graça neste barulho é que, tirando o solo, tudo se apóia quem sabe em dois ou no máximo três acordes. fantástico. um achado.
preciso almoçar. chau.

mário peixoto, os 50 anos de 61, furacão, decepção, biografia que empaca e o russo

a cris volta e saímos para jantar. e bem.
acho - eu já havia visto? - contos e peças do mário peixoto. pego-me lendo as últimas e vem-me uma sensação de incógnita. prefiro esta à explicação, com certeza.
a caixa me lembra dos 50 anos da renúncia do jânio. o markun e colega lançam livro sobre aquele ano. demais para mim. por enquanto.
fico sabendo do furacão que torna os filmes de hollywood realidade. pego desprevenido. isolado no trabalho que carrego como sísifo há tantos anos. mas a denise e o gerald estão por lá. leio pequeno artigo que ele manda à folha. há quanto tempo não me sinto realmente à mercê?
tudo controlado.
curioso por tudo, empaco nas leituras sobre teatro, empaco porque quero experimentar.
mas não sou aprovado nas oficinas do... deixa quieto.
talvez pela idade. ou pela bagunça do currículo. tentar abarcar o mundo dá nisso.
a biografia do jango pelo jorge ferreira também empaca. porque se centra na política, e o que me interessa é a figura, a vida. tudo o que me remete a algo apresentável.
como nas minhas audições de (vergonha). mensagem a passar? desculpa. é a zona. e me lembro do uzyna uzona.
o lúcio - que, fico sabendo, desistiu do doutorado - trilha em alguns textos um caminho que eu não consigo acompanhar. o besteirol com referências. ironia. seca. planto-lhe alguns comentários. quem sabe haja algo aí. quem sabe.
tirando o alemão, que aprendi mas esqueci quase todo, a língua que mais me atrai realmente é o russo. que civilização admirável. tanto, tantas contribuições ao mundo. atrás dos franceses, claro. mas estes eu já leio. mas não morreram às dezenas de milhões, como aqueles.
principio com as anotações aos livros a resenhar. não consigo mais fazer tudo de cabeça. o primeiro, a hierofania de sebastião milaré.
me esperem.

gatas, falar sem parar, um vazio, o olhar e ideais

ao chegar em casa reparei que as gatas pegaram e comeram outro passarinho.
as penas estavam espalhadas por todo lugar e a cabecinha, vim a reparar depois, também.
limpei tudo. elas ficaram deitadas na cama.
é o instinto. simplesmente.
um instinto em que nós muitas vezes não confiamos.
um instinto que nos faz acreditarmos e depois muitas vezes nos decepcionarmos.
o instinto falha tanto quanto a razão. mas achamos que falha mais. porque é irracional.
...
tanto a falar.
mais do que falei hoje. e como falei.
falo quando fico nervoso. estava o dia inteiro nervoso. e não sei por quê.
ao me despedir do pessoal da dow, o paulo altoé me disse, vai continuar tirando leite de pedra. eu disse que claro. é um elogio, vindo dele. e de outros. mas não é o que falo. é o que faço.
...
falando com uma colega hoje, de repente não olhando para ela vejo seu rosto no ar.
digo-lhe que sempre que a gente conhece alguém novo vem repentinamente um vazio.
é como se fosse um mundo novo à nossa frente. é uma outra dimensão.
...
o olhar.
como outros olham a gente.
como a gente se olha.
vezes sem conta vejo que sou olhado com base no que desconheço.
e que me olho como na distorção de um espelho.
nossa crença em ideais depende do olhar.
...
ideal.
há quem tenha ideais e torne-os realidade.
há quem procure gente com ideais.
a gente não tenha ideais.
há quem não sabe se tem ideais.
há quem lute para ter ideais.
há quem não precise de ideais.
há quem não viva sem ideais.
...
lembro-me de warhol.

a alegria de warhol, viglietti e pequenas lembranças

venho de uma exposição com vídeos do andy warhol.
engraçado como dá uma leveza, aquilo.
mas passa o tempo, passam os vídeos, e tudo parece recair em alto tremendamente chato.
vídeos sobre artistas, todos que se vêem o centro do mundo.
parecem dizer eu dei certo, sabe. ahahaha.
gente graúda, importante, alguns mortos, aqueles de telas de milhões.
eu, que sempre saúdo a oportunidade de me informar, deixei de sentir leveza. tudo muito chato.
termina com vídeos sobre modelos, ah, gente bonita que quer se dar bem.
ah, que chato.
volto ouvindo viglietti, achando que iria odiar. mas que nada, o cara é corajoso. basta ler as letras.
mas, afinal, quem se importa com o uruguai? nem os uruguaios...
um dos meus melhores amigos era uruguaio.
morreu de leucemia, queria que eu o visitasse, eu não sabia lidar com a morte.
nem sei se ainda sei.
talvez seja isso o que quero experimentar naquela minha outra peça.
ainda sobre o warhol. algo ficou das entrevistas com artistas. a sensação de permanecer no mesmo lugar, geograficamente, e de não dar vazão ao subjetivo. eles deram. venceram.
vontade de morar em outro lugar.
de sair desse lugar tão cômodo que nos faz sentir tanta preguiça.
bom, amanhã, visita a laboratório. a convite.
esperando não morrer de tédio.
...
lembro-me das vezes sem conta que me disseram, você é mais do que pensa.
e de como não dei ouvidos.
...
ainda estou vivo. e bem.

Raffa e eu, ontem (23/8, madruga)

Rodrigo Humberto León Contrera
ei
vc tá aí?


Raffab Viana
tototototot


Rodrigo Humberto León Contrera
acabo de mandar uma nova pcinha
rs


Raffab Viana
oba!


Rodrigo Humberto León Contrera
espero que goste
tá UM POUCO mais longa
rs


Raffab Viana
hahaha, uma linha a mais? rs
vou ver


Rodrigo Humberto León Contrera
veja e me diga JÁ!!!!
RS


Raffab Viana
sim senhor!!
rs


Rodrigo Humberto León Contrera
leu?


Raffab Viana
li, bonito...
mas jogou jora o garoto de 18 anos? rs


Rodrigo Humberto León Contrera
rs
por enquanto, sim
quando a gente puder encenar daquele jeito, ele volta

rs
xi, reparei agora


Raffab Viana
o que


Rodrigo Humberto León Contrera
cara, eu havia feito o outro para vc. agora não tem

você no palco...
vamos ter que dar um jeito


Raffab Viana
contrera, vc tá com muitas idéias ao mesmo tempo, rs
resultado de suas pesquisas


Rodrigo Humberto León Contrera
xi, vc nem sabe


Raffab Viana
antes vc se fixava


Rodrigo Humberto León Contrera
teho aqui cinco livros, dentre uns vinte, que leio ao

mesmo tempo


Raffab Viana
agora, vc troca de textos como quem troca de roupa
rs


Rodrigo Humberto León Contrera
antes eu achava que sabia, hoje eu sei que não sei,

mas sei que quero tudo
rs


Raffab Viana
meu, eu não lembro do nome


Rodrigo Humberto León Contrera
do que


Raffab Viana
até te falei
de um texto seu
que vc me mostrou ou contou um dia


Rodrigo Humberto León Contrera
qual?


Raffab Viana
acho que tinha um espelho, se nao me engano


Rodrigo Humberto León Contrera
xi, não lembro


Raffab Viana
era incrívevl


Rodrigo Humberto León Contrera
mas devo ter guardado
agora vc me pegou, não me lembro


Raffab Viana
acho que era um espelho em cena, que ia refletindo os

personagens
o texto e aideia era boa


Rodrigo Humberto León Contrera
não me lembro, to pesquisando
acho que vc inventou
rs


Raffab Viana
legal a idéia, embora acho que esses amigos do textos

pudessem ser qualquer ator com qualquer caracteristica

ou idade *inclsuve pra facilita tecnicamente
inventei não
rs


Rodrigo Humberto León Contrera
bom, a gente vê


Raffab Viana
sabe qual a impressão que tou tendo
o somente uma pequena prova de amor
e o que fiz com a becker
eles eram bem contextualizados
os seus ultimos textos
tem parecido cenas jogadas ao vento
como se fossem fragmentos
por isso estou estranhando
o que fizemos ano passado ele tinha isso
esses 2 que vc mandou me deu essa impressão
não sei, parece que vc tá com pressa
ou está mesmo sem saber onde focar, por estar mexendo

com muitas informações o empo todo


Rodrigo Humberto León Contrera
não, não é isso
eu simplesmente crio mais leve, agora
não estou com pressa necessariamente
mas eu estou focando muito ao mesmo tempo, sim. é o

momento. logo depois eu me foco mais
mas vamos lidar com o que temos, o que acha
depois bolo mais coisas
aliás, tenho umas dez mais guardadas, ok
ainda inéditas


Raffab Viana
me da vontade de ler tudo


Rodrigo Humberto León Contrera
na verdade, 13
tem de tudo


Raffab Viana
queria le-los pq sei que seria possivel fazer ligações

entre eles


Rodrigo Humberto León Contrera
mas falta algo que mostre o que estou fazendo agora
é possível
um dia vc lê rs


Raffab Viana
sabe rods


Rodrigo Humberto León Contrera
fla
fala


Raffab Viana
tenho vontade de fazer de novo o "onde vc estava?

fugindo"
não tinha preparo na época
pra entender


Rodrigo Humberto León Contrera
podemos fazer, ora


Raffab Viana
vc e nem o que se dizia exatamente


Rodrigo Humberto León Contrera
vc guardou o texto?


Raffab Viana
sim, eu tenho


Rodrigo Humberto León Contrera
que bom, porque eu não rs


Raffab Viana
até lembro meio decorado
o não estou só...


Rodrigo Humberto León Contrera
pega ele, podemos repetir porque nao


Raffab Viana
e evoluir
podemos colocar o garoto de 18 anos, as ações dele

antes do texto


Rodrigo Humberto León Contrera
vc já tá inventando...
uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. mas

podemos pensar
arranje o texto, até para eu copiar para mim novamente

rs
cara, que coisa, o texto sumiu, esse que vc falou


Raffab Viana
o onde vc estava?


Rodrigo Humberto León Contrera
sim
eu tava dizendo, que não sei por que, o guaraná tem

sempre um sabor recém aberto e outro no fim
estranho...
bom, acha o onde vc estava, e vemos o que fazemos...


Raffab Viana
eu achei


Rodrigo Humberto León Contrera
legal, diz aí, fala o que escrevi
não estou só, ele me olham, etc


Raffab Viana
te mandei no email


Rodrigo Humberto León Contrera
recebi, li, deu uma certa saudade
se quiser, podemos repetir. de outro jeito, uma

encenação diferente
obrigado por mandar
pensa aí no que quer


Raffab Viana
eu gosto muito do formato desse texto
de tipo, perguntar coisas casuais


Rodrigo Humberto León Contrera
a gente decide depos
sei. mas posso ser sincero?


Raffab Viana
deve


Rodrigo Humberto León Contrera
o texto já é passado
eu superei aqueles problemas
e meus textos TODOS são para superar a vida
simplesmente para isso
são úteis, me entende
o texto que te mandei hoje, em substituição ao

pequeno, foi para superar questões que me atingem

HOJE.


Raffab Viana
eu sei disso, vc ja me disse


Rodrigo Humberto León Contrera
então, pense nisso. encená-los é repetir,

simplesmente, ou inventar de alguma forma, como se o

autor fosse outro que não eu mesmo. pode ser

desafiador isso
a gente vê


Raffab Viana
mas, acho que vc tásendo egoista nesse aspecto, pq vc

tá usando como terapia, pro seu próprio ego, sei que

vc tá pouco se fudendo pro externo, as vezes... mas

acho que vc precisa aprender a se projetar enquanto

dramaturgo
e para isso, terá que aprender a lidar com seus textos

não como algo que faz para te fazer melhor
mas algo que de fato expressa sua dramaturgia
afinal, vc é um artista
e mesmo que negue isso


Rodrigo Humberto León Contrera
sim, vc tem razão, claro. mas é que NO FUNDO eu não

ligo, tá sabendo. claro que quero me tornar conhecido,

etc., mas no fundo isso são somente aparências. EU

FICO NO TEXTO. é minha forma de adquirir imortalidade,

porque não acredito EM MAIS NADA. por isso sim

valorizo minha dramaturgia. mas eu não nego nada, não


Raffab Viana
o que vc faz é sua expressão artistica


Rodrigo Humberto León Contrera
cara, seria legal publicar essa nossa conversa, tá

boa... rs


Raffab Viana
vc sabe que por mim não tem problema!
rs


Rodrigo Humberto León Contrera
eu sei, só não consigo tirar o texto, tire você, e me

manda rs
vc consegue tirar? eu, não


Raffab Viana
te mando


Rodrigo Humberto León Contrera
cara, tem gente que me acessa os blogs a esta hora...

sabe que tenho fãs na alemanha?
manda, sim. eu quero guardar tudo, valorizo sim meu

trabalho como artista, saiba disso...


Raffab Viana
sério? olhaaa




Rodrigo Humberto León Contrera
sério, tem um cara ou vários que navegam direto nos

meus blogs, levam os acessos lá para cima...


Raffab Viana
daqui pro mundo! rs


Rodrigo Humberto León Contrera
rs
bom, vou dormir, raffa, a gente se vê, pensa no que

quer fazer, a gente combina
mas manda esta conversa, sim


Raffab Viana
certin rods... vou te mandar...


Rodrigo Humberto León Contrera
ok
beijo


Raffab Viana
pensa ai vc... vc sabe que tenho tesão pelos seus

textos
cada vez mais
cada vez mais que vou conhecendo vc


Rodrigo Humberto León Contrera
tudo bem, eu penso


Raffab Viana
hahahahhaha
beijo!


Rodrigo Humberto León Contrera
não vai se apaixomar, hein, HAHAHAHAH
beijo


Raffab Viana
hahahaha, artisticamente já sou


Rodrigo Humberto León Contrera
então tá!
não esquecede mandar o texto
até mais
to saindo...
fui

horizontes ao meu redor

ouço einstein on the beach e sinto algo.
o lúcio inaugura nova blognovela e sinto também algo aí. um non-sense? nada, um sense.
passo no supermercado e jovem me aborda. precisa de fraldas.
não costumo ser bonzinho. às vezes mesmo sou cruel. como com amigos que se vão, sendo avisados de antemão da situação. que tento ajudar, mas o ser humano é frágil demais.
falo pro rapaz esperar. entramos no supermercado, ele deixa a bolsa lá fora, talvez alguém o procurasse desconfiado de algo, escolhemos umas fraldas. conversamos, tudo na boa, ele me conta algo da vida, eu algo da minha. passo a ele o butim. peço a ele telefone. quem sabe possa fazer algo. ele nem fica com meu nome.
19,90. metade do livro que comprei sem perdão - podendo talvez ganhá-lo (embora não queira mais deveres em minhas costas). para abrir horizontes. tanto a aprender. mas umas fraldas vão assim, num piscar de olhos, a né, minha cunhada bem sabe. ele não tinha uma filha, tinha duas. em metade de um piscar de olhos.
mas não janto e agora estou com fome. mas com mais fome de cultura. talvez passe numa 2001.
em busca do quê, não sei.
sei que preciso escrever a pecinha, essa mais texto que o raffa tanto quer.
meus horizontes se estendem ao meu redor e eu, sem poder fazer nada.